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outubro 11, 2010 / consideracoesfinais

A Marca do Nosso Tempo

Pauso, por alguns instantes, minha leitura da obra “Crime e Castigo” de Dostoiévski para um complemento do raciocinio de um belo personagem da mesma obra.

Porfírii atingindo com um terrivel golpe psicológico Raskólnikov, declarando a real conclusão sobre a investigação do crime:

“… Não, meu caro Rodión Románovitch, o culpado não é Mikólka! Estamos em presença de um caso sombrio e fantástico; esse crime traz a marca de nossos tempo, o cunho de uma época em que o coração humano se alterou, em que se afirma, citando autores, que o sangue “purifica”, em que só existe a preocupação do conforto. Trata-se do sonhos de um cérebro ébrio de quiméras, envenenado de teorias. ”

O coração humano perpetua-se alterado nas grandes e minímas ações do ser humano. Um homem tem sua confirmação de existência nas minimas ações e não nas de maiores glórias. Abdicamos qualquer amor, e todo sinal de alteridade quando seguimos esse estilo de vida individualista.

Extrema importância citar que o mundo seria um mundo melhor, quando eu compreendesse que posso fazer dos seus olhos uma extensão dos meus, assim até o menor ser seria visto e resarcido de suas necessidades.

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